sábado, 27 de fevereiro de 2021

Eu quero

  Quando digo eu quero, há um percurso que não ignoro.

  Vi pela primeira vês, gostei, avaliei de uma forma superficial e passei a uma pesquisa mais em pormenor. 

Quando digo eu quero, já escolhi mas antes de adquirir não digo a ninguém e fico por minha conta e risco. 

  Se digo, na procura de uma opinião com outro tipo de pensamento diferente do meu, há sempre quem diga isso não é para ti, não faz parte do teu tipo de pessoa, já estás velho para isso entre outras opiniões de que não viveu o que eu já vivi e percorreu os meus caminhos dizem sempre que as opiniões é que são validas. O que me faz com que aconteça uma tempestade de ideias, na minha cabeça, de ponderação, de dúvidas... Onde tenho de encontrar tempo para criar uma estratégia e apagar inseguranças sem razão. 

Quando isto acontece, não será de todo uma situação confortável mas também já consigo não deixar chegar ao estado de fraqueza, mas sim uma energia que comparo às ondas do mar que nem sempre vinga na onda perfeita, mas o caminho que percorre acontece sempre algo de bom.      

A razão que me levou a escrever “Eu quero” Depois de adquirir, o mais interessante é que é meu através de conquista e tenho a oportunidade de viver, usufruir tudo que me vai trazer de bom e o que eu no momento no processo de querer cheguei a ponderar se era para mim algo tão grande, era e é e quando mais posso utilizo por assim dizer apercebo-me que há muito para aprender.

  Prefiro pensar sempre que no estatuto de aprendiz, se algum dia tiver a oportunidade de ensinar até a mim próprio por ensinar ser o professor e o aluno na mesma pessoa.

Há situações interessantes, de quando encontro algo que eu quero, mas ate sei que é novo para mim ou melhor desconheço como funciona mas atrevo-me ao que é proposto, não sou de criar espectativas para não me desiludir. De tudo que possa parecer aparente mente bom é como a água do mar com rochas submersas. 


 

Não gosto!

Se não gosto, seria normal que seja posto de parte. 

No meu caso é diferente! 

Eu vou tentar entender o porquê do não gosto. 

Seja o que for, uso esta postura como forma de estar sempre em todas as situações em que me encontro. 

No início parecia que estava a implicar comigo mesmo, mas não! 

É uma forma de ver, através de outra perspetiva. 

Ai é que nasce algo interessante e acabo por descobrir que há situações que acontecem na nossa vida.  Muitas vezes é o dito que é normal. 

  Eu prefiro dizer que é algo diferente,  ou fora do normal. ainda assim  especial ...

Sendo um lugar ainda que inóspito, será algo sem graça, condições mínimas.

 Pessoas que lhes falta aparentemente alguma coisa, seja física ou mental. 

De nacionalidade, raça, etnia ou até religião, a cor da pele que pode ser um denominador comum nas várias situações. 

  É só a minha opinião que não me deixa calado, mas sim indignado e não consigo admitir pensar de outra forma. 

Objetos que não sabemos o significado deles, deitamos fora só por ignorância.

Há sempre este raciocínio que levo como trabalho de casa que muitas vezes é feito no caminho até lá chegar,  que é não rejeito nada que á partida não gosto, porque há algo que se pode aprender ... 

Alguns anos atrás, aconteceu algo surpreendente. Estava numa repartição publica á espera de ser atendido.

Desesperante espera sem ter algo para fazer,  as pessoas á espera não espertavam qualquer tipo de interesse as conversas eram poucas quase tudo calado provavelmente a pensar quando vou sair daqui...

A cadeira á minha direita  estava vaga e  depois de algum tempo a esperar, chegou um senhor, que  perguntou  se  podia sentar. eu disse  que sim, depois  de  algum tempo calado. Começou por  partilhar  comigo que gostava de barcos. Eu não entendo nada de barcos, pensei eu. 

Ainda assim, ouvi e há muito para apreender, na conversa dos barcos surgiram outras e entretanto fui chamado para ser atendido era o  meu propósito de estar ali.

 Mas a conversa que tive com aquele senhor de estatura pequena cara com rugas, cabelo curto em fim, alguém normalíssimo. 

Quando começou a falar  com um timbre de voz seguro do que queria transmitir, bastante assertivo. Historia de vida surpreendente ! 

Provavelmente nunca mais voltamos a nos encontrar,  mas nunca mais esqueci a imagem de alguém que tem muito para contar. Nunca mais o vi, sei que na minha memoria nunca morrerá. No inicio, aparentemente não gostei. 


Eu quero

  Quando digo eu quero, há um percurso que não ignoro.   Vi pela primeira vês, gostei, avaliei de uma forma superficial e passei a uma pesqu...